domingo, 12 de abril de 2020

Fica em Casa 5 – A feira x A sogra!


Fica em Casa 5 – A feira x A sogra!

Nesses dias de extrema atenção para nossa proteção e do próximo, a Feira Livre na cidade de Cachoeira/BA é uma verdadeira roleta Russa e reflete sem sombra de dúvidas o descaso das pessoas que insistem em “tourear” o Coronavírus, se bem que o acúmulo de pessoas era bem menor em 11/04/20, porém a grande maioria, estavam totalmente desprotegidas, afinal, diz o baiano que não pega vírus, são “porretas”, e nesse “furdúncio”, acompanhei novamente minha sogra nas compras da semana.
Minha sogra, toda estilosa, toquinha, sapatinho rosinha, máscara descartável e mãozinhas na cintura. Preciso comprar Quiabo, pedi auxílio para ela, confesso que não tenho ideia da melhor técnica para escolher um bom quiabo! Minha sogra, opa! Sabe e como sabe! Olha, aqui têm uns grandes e bonitos! Ela se aproxima com desdém, olha para o quiabo, dá uma boa olhada para o vendedor e diz; “Tá bom não, tá muito caro, muito caro! O vendedor retruca; “ É seis “real”! Ela o olha e responde; “Tá bom não, tá com cara de amargar, muito feio esse seu quiabo e caro viu moço! Caminhamos pelas intermináveis barracas, todas coloridas de flores e frutas, nesse vai e volta, olha aqui e acolá e nada. Quando nos aproximamos de um vendedor de aipim (também conhecido como mandioca e macaxeira), olha e diz; “Rapaz, que aipin feio viu!” Assim, na lata, o indivíduo não consegue nem responder, fica lá olhando com cara de interrogação. Quando enfim, encontra um vendedor das antigas, disse logo; Esse sim é um aipim porreta, baiano e porreta, pode levar. Quanto é meu querido? Nem lembro quanto foi. Mas o quiabo, esse sim, afinal ela encontrou uma simpática vendedora, legumes bonitos, firmes e para saber se o quiabo é bom, têm que quebrar estalando a pontinha. Minha sogra ao contrário da tradição; “Quebre não, estraga mais rápido, tô vendo pela sua cara que é “dubom”! Quanto é? A resposta: “Sete reais, pra senhora, seis!
Márcia Schlapp

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