Fica
em Casa 5 – A feira x A sogra!
Nesses
dias de extrema atenção para nossa proteção e do próximo, a Feira Livre na
cidade de Cachoeira/BA é uma verdadeira roleta Russa e reflete sem sombra de
dúvidas o descaso das pessoas que insistem em “tourear” o Coronavírus, se bem
que o acúmulo de pessoas era bem menor em 11/04/20, porém a grande maioria, estavam
totalmente desprotegidas, afinal, diz o baiano que não pega vírus, são “porretas”,
e nesse “furdúncio”, acompanhei novamente minha sogra nas compras da semana.
Minha
sogra, toda estilosa, toquinha, sapatinho rosinha, máscara descartável e mãozinhas
na cintura. Preciso comprar Quiabo, pedi auxílio para ela, confesso que não tenho
ideia da melhor técnica para escolher um bom quiabo! Minha sogra, opa! Sabe e
como sabe! Olha, aqui têm uns grandes e bonitos! Ela se aproxima com desdém,
olha para o quiabo, dá uma boa olhada para o vendedor e diz; “Tá bom não, tá
muito caro, muito caro! O vendedor retruca; “ É seis “real”! Ela o olha e
responde; “Tá bom não, tá com cara de amargar, muito feio esse seu quiabo e
caro viu moço! Caminhamos pelas intermináveis barracas, todas coloridas de
flores e frutas, nesse vai e volta, olha aqui e acolá e nada. Quando nos
aproximamos de um vendedor de aipim (também conhecido como mandioca e
macaxeira), olha e diz; “Rapaz, que aipin feio viu!” Assim, na lata, o
indivíduo não consegue nem responder, fica lá olhando com cara de interrogação.
Quando enfim, encontra um vendedor das antigas, disse logo; Esse sim é um aipim
porreta, baiano e porreta, pode levar. Quanto é meu querido? Nem lembro quanto
foi. Mas o quiabo, esse sim, afinal ela encontrou uma simpática vendedora,
legumes bonitos, firmes e para saber se o quiabo é bom, têm que quebrar
estalando a pontinha. Minha sogra ao contrário da tradição; “Quebre não,
estraga mais rápido, tô vendo pela sua cara que é “dubom”! Quanto é? A resposta:
“Sete reais, pra senhora, seis!
Márcia Schlapp
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