segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Como dizer?

Dizeque estou cansada de viver uma vida sem rumo, sem futuro, sem perspectiva. Onde a base do amor congelou.

Umsono profundo me vem à mente. Uma vontade enorme de viajar por onde nunca estive, conhecer novas pessoas, novos olhares. Um desejo que carrega minha alma de esperanças.

Meu futuro ainda entre névoas.

Paixões que são afogadas em desejos solitários.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

27/01/2017

Um intenso vermelho cobriu minha manhã, fechou um ciclo pequeno, mal começou. Encerrei.

Mesmo assim fico em um dilema; como pode a rosa ser tão bela e seus espinhos tão profundos?


quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Existem àqueles dias onde tudo parece estar em câmera lenta, andar, falar, sentir.

Estou fazendo o processo de desintoxicação, remover o sentimento que me sufoca. Um sentimento que não terá um retorno, nem um saber. Portanto, foi apenas uma falha em meu sistema de mulher. Deletarei o downland  que foi carregado em um sistema incompatível.

No entanto, essa incompatibilidade, nada mais é que a força de um amor que poderia dar frutos lindos. Onde o respeito seria a base de tudo. Deixar de seguir esse amor, mantém um velho programa em atividade, o cinza. Mas ativo.

Onde reside a chave do liga e desliga dos sentimentos que não devemos ligar?

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Passagem vulcânica

Passando! lá vem sua incontestável fortaleza de proteção. Deixa o vazio encher minha alma de frio em plena erupção vulcânica.

Respira o ar quente, profundo e solitário. Compartilhei esse calor com a poesia de quem ama intensamente ouvir. Assim, singela, calma, triste. Revelei minha dor, meu sentir, um instante onde divulguei meu sentir, nada mais, Não houve um nome, um lugar, um perfume ou uma cor, nada. Foi apenas o sentimento, sendo exilado de mim.

Não creio que saiba que existo, que respiro este ar fresco de um dia de verão.



domingo, 22 de janeiro de 2017

22/01/2017 - Sabedoria para desfrutar

Estou, sufocada, angustiada por liberdade.

Existem momentos que meus sentimentos esquecem que o corpo já não é mais juvenil, se apaixona pelo impossível. Fica ardente de desejo pelo imaginário.

Onde ou quando começou, sei bem, foi lá, no primeiro dia que vi, voz baixa, olhar profundo, mãos delicadas, sorriso maroto. Foi ali, naquele instante que me deparei com o desejo de ser livre novamente. Tive vontade de desfrutar cada experiência, cada história, cada toque, mãos suaves.

O tempo passou, o desejo esfriou, passou por mim feito um doce perfume. Gentil e rude. Retomei a admiração. Continuei admirando, continuei.

Minhas paixões nascem da observação intelectual, nunca da estrutura física. Saber falar, saber expor com paixão algo que lhe toca a alma, me encanta.

Agora, perto de seres assim, apenas observo, admiro e, fico devagando no infinito da minha solidão. Tudo impossível, tudo intocável. São curtas palavras, uma troca de olhar, nada mais.

Recentemente, ousei em deixar uma fresta da minha solidão cair em descuido, sei que fui descoberta. Me sinto uma idiota. Tanta juventude, tantos perfeitos, cheio de caminhos, não posso crer que ousei em flertar!!

No entanto, a suavidade do olhar, deixa-me em choque, falo coisas desconexas, ouço coisas desconexas.

Arrisquei, confesso, não sei o que falar para a sabedoria, nem onde e como quero desfrutá-la!